segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

# 680







































Alegoria da caverna.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

# 678


Araki cola.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

# 677



Dois minutos da minha mais inteira felicidade.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

# 676


Eliseu.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

# 675


In my tribe.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

# 674



Cinema mudo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

# 673






































Pescador de pérolas.

# 672




There are two means of refuge from the miseries of life: music and cats.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

# 671



All doubts vanished when Patrick Stewart announced his wedding plans with the singer and songwriter Sunny Ozell. The ceremony took place last September on the shores of Lake Tahoe (USA). At this stage of the game, it’s pretty easy to guess who the Master of Ceremony was…


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

# 670



Sempre quis saber como é uma sauna gay mas nunca teve coragem de tocar à porta.

# 669

# 668





The way you make me feel ain't nobody's business.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

# 667





Imitação da vida. Maior do que a vida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

# 666

Groove is in the heart.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

# 665


Viviane Sassen.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

# 664
































A páginas tantas «I am photographed for Creem magazine with my head resting on Jake's exposed belly.
  'Do you know what you're doing?' asks new manager Arnold Stiefel.
  'No?' I say in a small voice.
  'Well, that's a very intimate shot.'
  'Oh?' I say, baffled.
  'A man doesn't rest his head on another man's stomach,' Arnold goes on.
  'No?' I answer, all adrift on the cruel sea.»

terça-feira, 11 de agosto de 2015

# 663



Nascido para cuidar.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

# 662

Feminismo IV.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

# 661


A vida de Pi.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

# 660


Para a M.M. 

«I look out of the bedroom window and can see the university buildings just across a windswept car park. Only a five-minute walk away is the union bar. 'I'll head over there,' I think, 'and see if I can spot anyone I know.' A couple of other girls from school have come up to Hull, so in the bar I scan the room for familiar faces, but can see no one. I start queuing for a drink when an announcement comes ringing out over the tannoy system: ‘If Tracey of the Marine Girls is in the building, will she please come to reception.’ Now I’d be lying if I implied that this was a complete shock – I had already been told earlier in the summer by Mike Akway that a label-mate of mine on Cherry Red, a solo artist called Ben Watt, was going to Hull at the same time, though I barely took it in at all. Mike had pointed out Ben’s photo on the wall at the Cherry Red offices, but again I took no notice, and he also gave me a copy of Ben’s first single ‘Cant’, and I still took no notice. Hearing this message broadcast, I realise it is probably Ben trying to track me down, and he suddenly seems like a possible kindred spirit in this hellish place full of prats in rugby shirts and girls who hide their Tampax behind flowery curtains. I make my way up the stairs to reception and there he is, leaning against a pillar.»

quinta-feira, 18 de junho de 2015

# 659



Vejo um gato, por dentro e por fora.

(foto: Jean-Marie Périer)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

# 658




































Feminismo III.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

# 657

A domani!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

# 656



De vez em quando a vida é hoje.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

# 655

Feminismo II.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

# 654


Feminismo.

terça-feira, 19 de maio de 2015

# 653
























David quietly tells me, ‘You know, I’ve had so much sex and drugs that I can’t believe I’m still alive,’ and I loudly tell him, ‘You know, I’ve had SO LITTLE sex and drugs that I can’t believe I’m still alive.

Não que seja elemento central na autobiografia mas penso que das tensões mais interessantes na vida de Morrissey é a que põe em confronto a lascívia e a santidade. Quem não sabe que o medo ou a insegurança a que leva o desejo, numa cabeça inexperiente, pode fazê-la refugiar-se no manto protector da castidade?

Em todos os sentidos que quisermos, I entered nothing and nothing entered me.



Ringleader of the Tormentors, INDEED.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

# 652

























WC.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

# 650



Neverending Gomes regressa para nos fazer sonhar.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

# 648


Thorn on my side.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

# 646


Tableau vivant.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

# 643



Canto de Verão.

terça-feira, 17 de março de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

# 641

Esplanada dos Ministérios, Brasília, Março 2015.

sexta-feira, 13 de março de 2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

# 639


(Thomas Peter/Reuters)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

# 637



Cenk Uygur.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

# 635







































Cool four cats.

# 634

























«Os empregados dos restaurantes das praias de Goa habituaram-se a não enxotar os cães vadios que rondam entre as mesas á procura de comida e mimos. Não têm outro remédio: os turistas zangam-se quando vêem maltratar animais. Esta convivência é frágil, bem entendido. Acaba quando acaba a estação. Muitas vezes acaba quando acaba o dia. Mas enquanto dura, cães e pessoas vivem razoavelmente bem uns com os outros.
Assim estava a Marineta. Demos-lhe este nome um bocado ridículo eu e a Patrícia, minha mulher, porque a cadela é um bicho ponta acima, ponta abaixo, cheia de ossos fora de sítio, doce e simpática, como se não soubesse que é vadia. Além disso estava tão grávida que parecia a carreira regular do Margão.
No dia 24 de Dezembro, já o sol se ía pôr no mar, a Marineta começou a andar por entre as mesas do restaurante onde estávamos de maneira desatinada e urgente. Percebemos que procurava sítio onde parir. É cadela sem experiência e tino, não tinha preparado nada convenientemente. Acabou por se refugiar nuns arbustos onde pensou que estava ao abrigo do sol, da noite e dos corvos. Daí a bocado ouvimo-la ganir. Fomos ver e tinha nascido um cachorro.
E foi então que aconteceu outra vez o suave milagre a que já assisti frequentemente, sempre incrédulo como se estivesse na ombreira de outro mundo: a cadela escolheu a Patrícia. Veio chamá-la à mesa com latidos breves e acertados. Levou-a ao seu refúgio precário. E a Patrícia pegou no cachorro. Fomos os três, eu, ela, a Marineta, para um sítio melhor, mais abrigado, desta vez escolhido por nós. E aí, de cada vez que sentia virem as contracções, a Marineta saia do canto onde estava, vinha chamar a Patrícia e esta assistia ao parto, massajando-lhe o ventre. Nasceram assim cinco cachorros na noite de Natal que começava.
E terminou para nós mais uma vez a aparente simplicidade do amor.
Como acontece a tantas e tantas pessoas que sabem o que significam os animais, percebemos logo que a Marineta e nós tínhamos arranjado uma situação muito difícil. Não podemos levar a cadela e os cachorros para a casa onde vivemos agora. Não é esse género de casa. Por outro lado deixar a cadela e os cinco cachorros no restaurante seria condená-los a uma morte certa.
A minha senhora dos bichos, de alma devastada, decidiu o que era preciso fazer e pediu-me que a ajudasse. Fui despejar no lixo um balde grande de plástico enquanto o jantar da consoada começava ali ao lado, á luz de uma fogueira feliz. Nesse balde, a Patrícia afogou quatro dos cinco cachorros, quatro dos cinco inocentes, para que um possa sobreviver. Foi esse o acordo prévio a que chegámos com os empregados do restaurante.
A Marineta e o seu cachorro primogénito amanheceram no dia de natal de 2008. Vimo-la andar no meio das mesas parecendo procurar os filhos que perdeu, pensa ela que nos arbustos e na noite.
Chamámos Menino ao cachorro que sobreviveu, mas havemos de pensar num nome talvez mais apropriado quando a tristeza e o peso da noite se nos forem do coração.»