terça-feira, 26 de novembro de 2013

# 435















A Rapariga de Parte Nenhuma: "noutras salas" e como vem sendo hábito À Pala de Walsh.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

# 434






































When volcanic activity occurs under the glacier, the resulting meltwater can lead to a sudden glacial lake outburst flood, known in Icelandic as jökulhlaup.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

# 433



Nada a fazer.

# 432






































O homem é o sogro do homem.

(foto: Ivan Nunes)

# 431




A pretexto de o ir emprestar a um amigo, voltei a ver o documentário de Stephen Kijak, Scott Walker: 30 Century Man, e quando cheguei a esta sequência fiz o mesmo que das outras vezes: voltar atrás e ver do início (começa com Jarvis Cocker e Always Coming Back to You, que este excerto não inclui). Mas dá para perceber o fundamental. Há qualquer coisa de extraordinário quando músicos partilham a música de outro(s). É como se estivéssemos todos num plano comum que é afinal onde sempre estivemos, apesar da nossa tendência para criar ídolos deturpar a percepção desta realidade.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

# 430




















O prazer no texto.

# 429
































Como gosto de uma boa blasfémia.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

# 428















Que te pareceu o Gray? Fez o seu filme para uma library do cinema da América, mas em depuração formal ninguém o bate. Respondendo com o intelecto é o seu melhor filme. Respondendo com as entranhas gosto mais dos outros.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

# 427

















A única hipótese de Tal Pai, Tal Filho deixar de ser o melhor filme que vi nesta edição do LEFFest é a confirmação, logo mais, das expectativas em relação ao último James Gray. O título deste belíssimo Kore-eda não deve ser interpretado como um determinismo rígido, antes abre para a possibilidade de evoluirmos e de nos transformarmos, como filhos que somos e como pais que seremos. Tal como a pedra no rio que nunca é a mesma, fruto da erosão exercida pelas águas. Mais sobre Tal Pai, Tal Filho (que tudo indica virá a estrear em breve) daqui por umas horas, nos dois parágrafos que lhe são dedicados À Pala de Walsh.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

# 426


















Numa programação quase inesgotável de recursos e percursos possíveis, o Carlos Natálio (CN) e o Ricardo Gross (RG) foram espreitar os zombies de Jarmusch, duas novas delícias romenas, a ambição desmedida do jovem polaco Marcin Malaszczak e a mestria do eterno Arturo Ripstein. Ah, e há um par de lésbicas que viram um urso. [continua ali].

# 425

























É o nome Adèle, mais do que o rosto da actriz que a câmara de Abdellatif Kechiche não larga a não ser por segundos, que encerra o tema do filme. Adèle que em árabe quer dizer justiça, daí as duas partes de A Vida de Adèle, para obedecer a um princípio de justiça que se liga à lei da vida. Tudo o que começa tem forçosamente um fim, ou dito de forma prosaica, citando um dos diálogos, "a vida a dois é complicada". Educação sentimental ampliada até que se notem os poros.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

# 424


















Ao entrar em casa não havia sangue engarrafado. Um resto de ginjinha teve de servir.

# 423



Se as tuas rótulas fossem tão afiadas como dois caninos eu teria sido morto pelas costas.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

# 422



Gloria, interpretada por Paulina García. Se isto não é uma actriz. O selo da Alambique é garantia de estreia.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

# 420




















Algumas impressões partilhadas por mim e pelo Carlos Natálio, no À Pala de Walsh, sobre filmes vistos nos primeiros dias do LEFFest.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

# 419























"No feet on seats"





















"Hola DEA"

# 418
























O meu primeiro texto "À pala de Walsh" é sobre um festival que faz pensar em outros festivais.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

# 417


































There for him.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

# 416


































Um vor v zakone (ladrão de lei) versão The Grand Budapest Hotel.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

# 415



Quando a esmola é grande o Paul desconfia.

# 414

"My wife is seven months pregnant with a baby we didn't intend. My fifteen-year old son has cerebral palsy. I am an extremely overqualified high school chemistry teacher. When I can work, I make $43,700 per year. I have watched all of my colleagues and friends surpass me in every way imaginable. And within eighteen months, I will be dead. And you ask why I ran?"



Breaking Bad é das melhores séries que me foram dadas a conhecer. No momento em que digo isto vi a primeira temporada (7 episódios) e mais 7 de 13 episódios da época seguinte. É uma série sobre a mentira, sobre o que a mentira revela de verdadeiro em relação a quem a profere, as intenções por detrás da mentira e as consequências da mentira nas relações que estabelecemos com outros. A mentira tem tendência para desencadear outras mentiras. Abri com a citação de um momento crucial, quando a personagem principal, Walter White, após ter desaparecido por dois dias, e ao regressar se ter refugiado num estado clínico denominado de "fuga psicológica", para não continuar retido no hospital oferece uma versão dos factos ao médico que o avalia, que é em tudo verdadeira embora esconda o que na verdade aconteceu, mostrando por outro lado a ambiguidade da motivação de Walter para se dedicar ao fabrico de metanfetaminas. Será para deixar a família amparada financeiramente após a sua morte, ou para escapar às circunstâncias que dá ao psicólogo como explicação? Ou poderá ainda ser um pouco de ambas.
Breaking Bad oferece também uma possível versão actual, realista e texana da novela Dr. Jeckyll e Mr. Hyde, quando se dá o desdobramento da identidade do Dr. Walter White no Mr. Heisenberg, nome pelo qual Walt passa a ser conhecido no submundo do crime, numa zona de fronteira entre México e Estados Unidos. Pega-se em alguém com o nome de White, não no sentido de vazio mas de limpo, e inscreve-se sobre ele uma nova e perigosa identidade. Heisenberg é destemido, ao contrário de Walt que não quer largar o seu bem mais precioso: a família (mulher e filho). Embora exista ressentimento nessa condição. O casamento já conheceu melhores dias, e o rapaz é portador do estigma da deficiência.
Breaking Bad conta a história de um homem que a partir do momento que dá a perda da vida por iminente, acorda um subconsciente de coragem na transgressão impensável para alguém integrado e discreto como Walter. Walt faz aquilo que nós não temos coragem para fazer porque a comum das vidas raro leva o homem a ser confrontado com os seus limites e o modo de os superar. Isto num registo narrado e filmado como as adaptações de Cormac McCarthy ou Elmore Leonard ao cinema e televisão. Arriscaria dizer que as chegando a ultrapassar, como é próprio da sua natureza. A natureza de Heisenberg. Olé!


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

# 413


"Enterrar os mortos e cuidar dos vivos". Não conheço palavras mais sábias e a vida tem-me ensinado a interpretá-las com diferentes sentidos. (imagem: Fiburai)