quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

# 81


Pois, talvez tenha vindo daqui.

# 80






















Girls é uma série onde as raparigas se ligam umas às outras e os homens que andam por lá é porque são namorados, amigos ou amantes delas, e acima de tudo nunca até ao sexto episódio da segunda temporada tínhamos assistido, se bem me recordo, a um momento de "male bonding" como o protagonizado por Ray e Adam, que apanham o barco para Staten Island para devolver um cão. Isto só é relevante porque quando personagens masculinas se ligam entre si, aumenta a possibilidade do olhar do espectador homem se transferir de fora para dentro da ficção, experimentando a ilusão de não mais se sentir um elemento exterior à série. Gosto de Girls, mas até aquele momento tinha-me visto como um espião ou um observador distanciado. Agora já tenho a minha personagem: lá dentro e cá fora.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

# 79







































Bill Eppridge.

# 78


Michael Eastman.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

# 77





Sempre ele, Gareth Bale.

# 76




Subtis molduras de ruído. Boas canções. Um óptimo regresso.

# 75






















A autora diz-nos que mais cedo ou mais tarde todas as relações "sabem a frango". Não está em causa a opinião de Sarah Polley, que vale o mesmo que outras. Podia era não ser defendida com cinema de aviário.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

# 74




Os universais.

# 73




Riscar a que não interessa.

# 72






















Judd Apatow (n. 1967) é de há tempos para cá um farol da comédia cinematográfica americana, que gerou sucedâneos que nunca se assemelham verdadeiramente com os seus filmes. Os filmes de Apatow é que fazem lembrar outros: de Hal Ashby, Robert Altman ou Henry Jaglon. Filmes que são como que variações sobre a vida real dos autores, dos actores, de toda a gente que rodeia a gente do cinema. This is 40 não é muito inspirado, evolui por movimentos concêntricos até construir o puzzle familiar, e nos seus cerca de 134 minutos (a duração é também aqui chave) tem tempo para ir conquistando os que nele se revejam. Saí satisfeito.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

# 71

Sem palavras.

# 70

And the Oscar for Best Picture goes to...




















But should have gone to...




















The Oscar is a hard learner and doesn't give a damn' about us.

# 69

# 68

"Seria bom que os jovens fossem apoiados e suportados por jogadores de referência. O que está a acontecer é que são os mais novos que estão a suportar a equipa. Faltam os tais pilares de referência que sustentam a equipa. Mas a entrega dos mais novos é espantosa. A minha esperança é que, a cada jogo, os miúdos sejam mais competitivos e seguros."

# 67

Uma grande segunda temporada. You'll never walk alone.

# 66

O mais branco cisne.

Jamie McDonald/Getty Images

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

# 63




Podia ser filme não fosse bem real e ouvido da boca de um dos protagonistas. Quando o pai pegava na carrinha para levar o míúdo que competia em motocrosse, se o filho notava que ele acordara cansado perguntava-lhe somente "Creedence?", carregava no play, e seguiam viagem.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

# 62

O homem que somos define-se pelo momento presente e como o presente permanentemente se actualiza não devemos pensar que somos mais do que fomos nem menos do que podemos ser.

# 61
































Nick Cave e a sua mulher Susie Bick, fotografados por Dominique Issermann. A intimidade encenada só protege quem se mostra, nunca quem vê.

# 60
















Como é que um mundo onde o facto essencial é sobreviver pode parecer mais simples que o nosso? "Everything is food for something else." Exactamente por ser um mundo reduzido ao essencial, que condiciona um pacto que une os poucos que por ali andam. Sem a futilidade dos questionamentos demorados e das escolhas infinitas, onde todas as decisões se ligam à preservação da vida face à ameaça da morte. Um mundo estranho, completamente fora deste mundo de segurança, conforto, e capricho. No pré-apocalipse é que é difícil viver.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

# 59






















Anda por aí uma canção deste rapaz com o Manuel Cruz dos Ornatos, que fala de homens que choram, que é uma jóia. A fotografia, tirada por Rita Carmo tempos atrás, foi a melhor que encontrei do Samuel Úria.

# 58































Depois de escutado compro totalmente a ideia de que este álbum acabou sendo influenciado pela permanência de Dave Grohl junto dos Queens of the Stone Age. Pode-se mesmo especular que a participação do músico nas gravações de Songs for the Deaf influenciou a decisão de gravar de novo e rapidamente One by One. E do som às letras somos sugestionados a classificá-lo como um "songs for the dumb and blind".

# 57

"Most of us are living in one little kind of prison or another, and whether we know it or not the words of a song about someone who is actually in a prison speak for a lot of us who might appear not to be, but really are."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

# 56





Tomio Seike.

# 55







































Terapia zombie.

# 54




The master.

# 53




Quando estive na Fnac programámos a exibição deste DVD onde só compareceram eu, em serviço, e o técnico de som, de folga, que ocasionalmente trabalhava para nós. De resto eram espectadores de passagem que faziam compras ou tomavam alguma coisa no café. Projectado numa tela com amplificação de mesa de som profissional é de fazer eriçar os pêlos nas costas. Impossível de traduzir fielmente aqui.

# 52


Stereo unchained.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

# 47




Não vi escrito em lado nenhum mas tenho a certeza de que Richard Price partiu para o argumento com o mote "no guts no glory" e agarrou-o pelo sentido literal. Seremos pouquíssimos mas haverá mais gente que considere este um dos seus favoritos de sempre.

# 46




Já era tempo que alguém dissesse que a música dos Sigur Rós só se aguenta dentro de água e de preferência debaixo de água. Cambada de golfinhos.

# 45



*

# 44

# 43

# 42



















O extraordinário Ryan Giggs, que poucos lembram na altura de falar dos melhores futebolistas de todos os tempos, kicking and scoring aos 39 anos. A seu lado Wayne Rooney, que ontem fez um jogo notável no campo inteiro. O United revela concentração competitiva permanente e ali só têm espaço os que se entregam seriamente ao jogo. Vai ser enorme privilégio vê-los medir forças com o Real nos oitavos da Champions. Vive-se para isto e isto raramente desilude.

# 41



















Então quando um filme de Quentin Tarantino não se parece tanto com um filme de Tarantino, o resultado é ainda melhor. Assim em Jackie como em Django.

# 40


















A estranheza de Tóquio é somente superfície quando comparada com o que sentem a jovem mulher e o homem de meia-idade, dois estranhos na própria pele, cujo encontro permitirá que entendam melhor aquilo que são. Isto marca inevitavelmente o começo de uma amizade duradoura, mas o filme abre-se apenas e bem para a insinuação de mais qualquer coisa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

# 39


Livro do exagero.

# 38



Uma "stairway to heaven" dos pequeninos que faz figura grande perto de outros. Também é possível interpretar que da mesma inspiração Ben Harper fez duas canções colocadas uma depois da outra no alinhamento de Burn to Shine. Oração e catarse.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

# 37

# 36

# 35




Próximo do final das suas Crónicas, Bob Dylan refere-se a Joan Baez com palavras que podiam ter saído da boca de Johnny Cash para falar de June Carter. O fascínio de princípio à distância pela voz, pela instrumentista, e pela mulher. Fica a sensação de que a história de Bob com Joan, de que não estou documentado (à parte do que li nas Crónicas ou que por aí vi), foi a de um forte amor que não ganhou a eternidade, como a do casal Carter Cash que imaginamos sempre junto algures.

# 34

























O seu disco "dazed and confused" gravado na turbulência própria às diferenças irreconciliáveis. Quando se trata de artistas os factos da vida tendem a tornar-se factos artísticos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

# 33



# 32

# 31

Auto-retrato. Tem vezes que podia ser meu.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

# 30




Steven Gerrard acrescenta esta entrada à melhor tradição futebolística do mundo. 

# 29




O calcanhar de Simon Zebo, a afirmação em definitivo de Jonathan Sexton, e o deus Brian O'Driscoll.

# 28

I hate the telephone. I can’t type. I ply my trade by hand. I live on a Cornish cliff and hate cities. Three days and nights in a city are about my maximum. I don’t see many people. I write and walk and swim and drink.

le Carré

# 27






Zeppelin & Harper.

# 26



Ford & Quentin.

# 25















A spaghettada acaba depressa porque uma vez chegados a Candyland o filme enche-se de uma gravidade de Holocausto que o espectador interpretará de acordo com a sua tradição cultural. Django Unchained é ópera sangrenta e subversiva (Wagner no Mississippi) destinada a acertar contas com os pecados da Humanidade. Cume máximo da ambição e do talento de Quentin Tarantino.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

# 24

Contra este presidente do Sporting acredito no presidente do Benfica.

# 23

# 22

Letra Morta. Viva.

# 21


Odisseia, episódio 2, minuto 12.

# 20




A vida é Belle. Hable com grelos. Não me puxem pelos trocadilhos. Um triunfo.